quinta-feira, 9 de abril de 2015

Participação do Índio de forma indireta para a Interiorização do Brasil





        No século XVI, assim que os portugueses iniciaram a produção açucareira no Brasil se inicia um debate sobre qual força de trabalho poderia ser empregado nesse tipo de negócio. Afinal de contas, para que o açúcar desse lucro em pouco tempo, era necessária uma produção em larga escala sustentada por um grande número de trabalhadores. Desse modo, os colonizadores se dispuseram a promover a escravidão dos índios que ocupavam as terras ou dos africanos disponíveis do outro lado do oceano. Mesmo sendo mais acessível, a escravização dos indígenas mostrava-se problemática por uma série de fatores conjunturais. Primeiramente, devemos destacar que os índios não eram acostumados a uma rotina de trabalho extensa, tendo em vista que privilegiavam uma economia de subsistência. Por outro lado, muitos deles morriam ao contrair doenças trazidas pelo europeu, e aqueles que eram escravizados articulavam facilmente a sua fuga mediante o conhecimento do território. Com o índio fugindo ao interior do Brasil, isso foi abrindo espaço ao Bandeirismo.


        Desde os primórdios, os colonizadores portugueses tinham pleno interesse em explorar as regiões interioranas do território brasileiro. A partir do século XVII, essa exploração se intensificou com a crise econômica que atingiu a economia açucareira em decorrência dos baixos valores obtidos no mercado europeu. Dessa maneira, a formação das entradas e bandeiras se tornou alternativa para que as dificuldades econômicas do período fossem superadas.As entradas eram expedições organizadas pelas autoridades portuguesas que tinham como finalidade promover o apresamento de índios, a destruição de comunidades quilombolas e a prospecção de metais e pedras preciosas. As bandeiras, geralmente, tinham a mesma finalidade das entradas organizadas pela coroa Portuguesa. No entanto, o bandeirantismo era um tipo de atividade promovida por particulares, em sua grande maioria, interessados na obtenção de escravo indígenas, com isso os indígenas participaram de forma indireta para a interiorização do Brasil.

O mito do bom selvagem

O mito do bom selvagem foi um dos ideais de Jean Jacques Rousseau onde retratava que o Homem por sua natureza nasce bom, porém quando ele entra em contato com a sociedade ele se corrompe a fazer o mal.
                   
Fazendo uma relação análoga entre os três romances indianistas de José de Alencar, percebe-se que o autor pretende executar uma pesquisa da identidade nacional, um resgate da história dos indígenas, os primeiros habitantes da nação. Em Iracema, o tema é o processo de colonização, o amor sublime entre a índia e o português Martim que gera Moacir (filho do sofrimento) que, simbolicamente representa todo o povo brasileiro. Em Ubirajara, Alencar busca um passado remoto, antes da chegada do homem branco, a intenção do autor nesse livro é descrever as terras brasileiras no tempo em que estas eram habitadas apenas pelos índios, nesse romance o índio é mostrado puro sem o contato com o branco. No romance O Guarani, o índio é mostrado já aculturado e dominado pelo europeu, Peri é figura do bom selvagem, o herói que protege os brancos, Em suma, os romances indianistas de Alencar (Iracema, O Guarani e Ubirajara) refletem o nacionalismo presente na literatura brasileira do século XIX, são também fruto do mito do bom selvagem e da perspectiva de construção de uma identidade nacional. Os personagens principais desses romances revelam todo o ideário indianista do escritor cearense.

Inicio do Romantismo no Brasil

Em 1808 a família real foge para o Brasil para poder fugir de Napoleão Bonaparte e também para proteger a colonia da Inglaterra. Em 1822 ocorreu a independência do Brasil, com isso o Brasil precisava de uma nova identidade cultural para o Brasil, daí surge o Romantismo brasileiro com a primeira geração a prosa indianista.
A prosa indianista era voltada para a natureza, ao regresso histórico e ao medievalismo, cria um herói nacional (o índio, bem parecido com o cavaleiro medieval), com essa criação do "herói" surge o nome de prosa indianista
Quem introduziu o romantismo no Brasil foi Gonçalves de Magalhães
Características da Prosa Indianista:

-Nacionalismo Ufanista               -Egocentrismo
 -Indianismo                                  -Individualismo
 -Subjetivismo                               -Sofrimento amoroso
 -Religiosidade.                             -Exaltação da liberdade
 -Brasileirismo                               -Expressão de estados de alma
 -Evasão do tempo e espaço           -Emoções e sentimentalismo

Principal Autor da prosa indianista foi José de Alencar, onde escreveu 3 grandes obras:

O Guarani (1857): Na obra o processo de colonização esta adiantado. Modelo importado- projeta as relações de suserana e vassalagem e os ideias burgueses (cortesia, humildade, heroísmo e amor sem limites).
Iracema (1865): Período inicial das terras conquistadas. União índia tabajara e o nobre conquistador. Apresenta a lenda da fundação do Ceará. Formação do povo brasileiro
Ubirajara (1874): Aborda o momento que antecede a ocupação das terras conquistadas.


Análise da obra "O Guarani":


                          

                             
"O Guarani" foi publicado originalmente como folhetim de janeiro a abril de 1857, sendo lançado na forma de livro no final desse mesmo ano. A obra é um dos maiores representantes da primeira fase do romantismo brasileiro, a prosa indianista.
 Com o lançamento de "O Guarani", esse novo gênero literário ganhou força e passou a ser produzido com maior frequência e qualidade pelos escritores brasileiros. Por conta disso, essa obra é considerada o primeiro grande romance brasileiro. Uma característica interessante de "O Guarani" é que José de Alencar foi escrevendo a história de acordo com a opinião que recebia de seus leitores. Diversas vezes ele mudou o destino de alguma personagem por ter recebido reclamação ou sugestões.
O amor de Peri e Ceci é representado bem ao gosto do romantismo: Peri é o herói que se dedica inteiramente a sua amada, idolatrando-a como sua senhora. Ao final do romance, Peri realiza um ato heroico de sacrifício tomando veneno para que a tribo antropófaga dos aimorés morresse envenenada após comer sua carne. Porém, Álvaro acaba convencendo-o a tomar o antídoto e é salvo. Após a derrota dos portugueses, D. Antônio pede a Peri que ele se converta ao cristianismo e fuja com sua filha Ceci.
Dessa forma, o índio abandona sua tribo, língua e religião em nome de sua amada. Esta gradual transformação de Peri mostra a imposição da cultura branca e do cristianismo, e uma posterior assimilação do “selvagem” idealizado. Por fim, cabe ressaltar que a cena final de Peri e Ceci sumindo no horizonte seria uma representação das origens do povo brasileiro. Assim, sendo um casal formado por uma portuguesa e por um índio, eles seriam os fundadores da nação brasileira.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Influência da arte no Romantismo


Obra de Victor Meirelles de Lima (Primeira Missa) que lhe rendeu homenagens como a Ordem da Rosa, também originou as primeiras críticas, justamente pelo que seria "excesso de imaginação", mas é significativo que Gonzaga Duque apoiou sua abordagem, ao comentar que "a primeira missa não podia ser senão aquilo que ali está".54 A partir dos anos 1960 a composição ilustrou muitos livros de história do Brasil do ensino fundamental, cédulas de dinheiro e selos.



Obra de Jean-Baptiste


Em Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, Debret revela sua profunda relação pessoal e emocional com o país, adquirida nos 15 anos em que aqui viveu.

Análise das vozes do verbo

Vozes do Verbo


Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São três as vozes verbais:

a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)

b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação
agente da passiva

c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Por exemplo:
O menino feriu-se.
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade.
Por exemplo:
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Formação da Voz Passiva
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.

1- Voz Passiva Analítica
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do verbo principal.
Por exemplo:
A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.
Obs. : o agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a preposição de.
Por exemplo:
A casa ficou cercada de soldados.
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase.
Por exemplo:
A exposição será aberta amanhã.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação das frases seguintes:

a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
 O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)

b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
 O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)

c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
 O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Observe a transformação da frase seguinte:

O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva analítica com outros verbos que podem eventualmente funcionar como auxiliares.
Por exemplo:
A moça ficou marcada pela doença.

2- Voz Passiva Sintética
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Por exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.



Bibliografia: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf72. php

terça-feira, 7 de abril de 2015

Integrantes

Lorens  Almeida
Gabriel Lopes
Rafael Ivo
Lucas Destro
Pedro Barros
Kevin
Vinicius Fontes
Flávio
Daniel Lacerda